
Viajo. Vejo multidões. Migrações e imigrações. Fluxos e refluxos. Chamamos isso de civilização. Passeamos pelas periferias. As casas tristes e incômodas. Poucos cômodos. Muita gente. E lá estava Isaura. Menina de vestido branco e pele escura. Sua alvorada ainda não floresceu. É nome de cidade. Consideravam ela a alegria do lar. Ela morreu ontem. Baleada no estômago por uma bala perdida. Quem foi que atirou? A polícia, os traficantes? Ninguém sabe. Ela faz parte da pequena notícia nas páginas finais no canto do jornal. Quase ninguém percebeu.
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