
Chuva fina desce lenta e se deposita no canto dos óculos.
A pequena gota balança e cai na direção do olho.
Não desvio a cabeça. Ela me atordoa.
Arde e coça.
Arde e coça.
Não coço, tenho caminho a percorrer.
A dor na cabeça é forte da noite pouco dormida.
Em estado de disritmia procuro pensar em nada.
O tempo - parece - não sobra nem para lavar o rosto.
Definitivamente, me entrego à marcha da competição.
Falta pouco a chegar. Resisto.
Forço um pouco, forço muito. Falta pouco a chegar.
Não vejo ninguém ao lado, nem atrás!
Quero bater meu momento.
Falta pouco a chegar.
As ruas molhadas estão vazias.
A cidade dorme.
A chuva desce fina e se deposita no canto dos óculos.
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