
Quando terminou o jogo desci a escada e fui tomar a coca-cola de sempre. Minhas mãos estavam geladas e entreguei a nota de cinco reais para o vendedor que estava cansado de tanto movimento. As paredes do estádio são sempre muito frias. Ele me entregou a coca gélida sobre o balcão de cimento -- sorvi ela inteira em menos de dois minutos. Pronto, tudo como sempre, mas havia um vazio na alma. O meu time "B" conseguiu perder para um adversário pífio que teve muita sorte e fez o gol no contra-ataque. Estava imensamente triste por um motivo fútil. Catatônico, admirei a garrafa vazia. Sua forma e contorno. Silêncio absoluto causado por uma derrota banal.
Parentes morrem, prazos importantes são perdidos, o casamento sofre crise, o povo da favela tá com fome. Mas parece que nada disso importa e importa sim.
Parentes morrem, prazos importantes são perdidos, o casamento sofre crise, o povo da favela tá com fome. Mas parece que nada disso importa e importa sim.
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