
Em tempos de virtudes chega o pesadelo que quebra a emoção da coisa boa. A preocupação toma conta do lar e o ambiente fica carregado de angústia . Não adianta pintar de branco a nuvem negra que carrega a tempestade e faz chover nas calhas entupidas. Os pingos molham o guarda roupa mofando as roupas de festa, as esportivas e o moleton. Nossa fúria desencanta a febre que lava a alma. A ternura é esquecida dando lugar a animosidade. A festa acabou e o pesadelo passou. O temporal se dissipou e estamos aguardando a primavera chegar para levar os guris à escola. O carro novo que vai buscá-los. Outra cor, outra marca, outro modelo. O necessário espaço para a compra no super e as malas para viagem à serra. A salutar rotina que amassa as tempestades. O acaso pode condicionar o pesadelo. O controle da tempestade. O pintor de nuvens brancas.
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